O que é o vinho
O vinho foi descoberto na Grécia e que traduzido do latim "vīnum" pode significar "Vinho" como "Videira". é uma bebida Alcoólica Produzida através da fermentação da uva após pisada.
Graças a constituição química das uvas, estas permitem fermentar sem que lhes seja adicionado açucares, ácidos, enzimas bem como outros nutrientes
Existem também Vinhos obtidos através de frutos como maçãs, bagas, mas são designados como vinhos de frutas
O termo vinho é definido por lei em muitos países.A fermentação das uvas é feita por vários tipos de leveduras que consomem os açúcares presentes nas uvas transformando-os em álcool. Dependendo do tipo de vinho, podem ser utilizadas grandes variedades de uvas e de leveduras.
O vinho possui uma longa história que remonta pelo menos a aproximadamente 6000 a. C., pensando-se que tenha tido origem nos actuais territórios da Geórgia , Turquia ou Irã. Crê-se que o seu aparecimento na Europa ocorreu há aproximadamente 6 500 anos, nas actuais Bulgária ou Grécia. Era muito comum na Grécia e Roma antigas. O vinho tem desempenhado um papel importante em várias religiões desde tempos antigos. Dioniso sendo o Deus grego e Baco como sendo Deus romano representavam o vinho, e ainda hoje o vinho tem um papel central em cerimonias religiosas cristãs e judaicas como a Eucaristia e o Kidush.
Como é obtido o Vinho / Processo
O Vinho é obtido a partir de um processo de fermentação alcoólica Total ou parcial de Uvas esmagadas ou não, ou então do mosto de Uvas. A graduação do Vinho em álcool tem de ser superior a 8,5%
Processo
- A vindima (colheita)
- O esmagamento
- A fermentação
- Fermentação tumultuosa
- Fermentação lenta
- Filtragem
- Envelhecimento
1 - Na vindima, se for colhida antes do tempo vai resultar num vinho aguado e pouco doce, se for colhido tarde, resultará em um vinho com bastante álcool mas com pouca acidez. A Colheita da uva deve ser no tempo certo, pois ela terá um grande impacto no sabor do vinho.
2- No esmagamento, é tradicionalmente feito com os pés, contudo hoje em dia é quase tudo mecanizado. o esmagamento da uva produz uma mistura (cascas dos bagos de uva, sumo de uva, sementes da uva) conhecida como mosto, 1 quilo de uva produz cerca de 650 a 700 ml de Vinho.
3- A fermentação divide-se em 2 partes mas eh esta a etapa mais importante de todo o vinho, É preciso um grande controlo na temperatura do vinho bem como a presença de micro organismos responsáveis pela fermentação do mesmo. A temperatura não deve passar dos 25º a 30º e deve ser evitado o contacto com o ar porque senão ocorre uma oxidação do vinho ou então parar a fermentação dele uma vez que as leveduras que o fermentam, se puderem respirar, não vão fermentar.
Fermentação tumultuosa, ela dura poucos dias quando ocorre um aumento de temperatura e existe um grande desperdício de gás carbónico
Fermentação lenta, com o passar dos dias, a fermentação começa a baixar de intensidade devido a falta de açúcar separando-se assim o liquido das (cascas dos bagos de uva, semente de uva) e a glicose eh assim eliminada convertendo-se em álcool, Resta agora pouco açúcar e o que nos conhecíamos como mosto agora passam a ser vinho
4- A Filtragem, esta etapa é importante para retirar os sedimentos que turvam o vinho.
5- O Envelhecimento, é uma fase bastante importante e ocorre na maioria dos vinhos tintos, em que se coloca o vinho em barris de carvalho ou em garrafas em que o oxigénio passa pela madeira ou pela rolha e deixa-se o vinho enriquecer, transformando assim o seu aroma, cor ou até mesmo o sabor e dando aquela complexidade que nos tanto gostamos. O tempo dentro do barril pode variar dependendo do vinho, por isso deve ser avaliado por um enólogo. Evitar luz, e usar boas pipas de vinho bem como existir uma temperatura amena, é muito importante neste processo
Os vários tipos de vinho:
Vinho Tranquilo
Um Vinho Tranquilo é um vinho que não apresenta gás na sua composição, ao contrario de vinhos frisantes ou espumantes como é o caso de alguns vinhos verdes que contem gás.
Normalmente os vinhos tranquilos são Tintos, Brancos, embora também exista uma versão Rosé
Por vezes, estes vinhos são genericamente chamados vinhos de mesa, embora que segundo uma legislação da união europeia a designação "Vinho de mesa" refere-se a uma categoria, a mais básica de vinhos
Vinho Branco
Os vinhos brancos tranquilos são feitos a partir da fermentação de uvas sem pele. Hoje em dia, existe alguns vinhos brancos que são elaborados a partir do processo de maceração pelicular, ou seja, as peles das uvas mantêm-se em contacto com o mosto antes da fermentação para uma maior concentração aromática. Curiosamente, as castas utilizadas não precisam de ser apenas brancas, existe vinhos brancos que utilizam castas tintas. Estes vinhos têm aspecto límpido e cor amarelada bastante clara ou um pouco mais escura, a lembrar o amarelo da palha. São bastante suaves e aromáticos (predominam a existência de odores a flores e frutos).
Vinho Tinto
Os vinhos tintos tranquilos são produzidos a partir da fermentação de uvas tintas(tal como o nome diz), e a gama de cores no vinho tinto vai desde o vermelho rubi até ao vermelho mais escuro. Os tintos jovens são suaves, bastante aromáticos e geralmente têm um sabor delicado. Os tintos mais envelhecidos têm um aroma muito intenso e na boca apresentam uma textura macia (diz-se que são aveludados) e com um elevado teor alcoólico (são encorpados).
Vinho Rosé
Os vinhos rosés são feitos a partir de castas tintas e através de um processo de fermentação especial. Após um curto período de tempo retiram-se as peles das uvas, pois já foi transferida alguma coloração rosada para o vinho. Depois segue-se um processo de fermentação semelhante ao do vinho branco (fermentação sem peles). Em Portugal é permitido fazer rosé a partir da mistura de vinhos brancos e tintos. Os rosés podem adquirir diferentes tonalidades, desde o rosa pálido ao vermelho claro. O seu sabor resulta do equilíbrio entre as características do vinho branco (a leveza e suavidade) e do vinho tinto (sobressaem aromas a frutos, especialmente os vermelhos).
Vinho Verde e Vinho Maduro
Em Portugal ainda é comum a distinção popular entre vinho verde e maduro, que pretende contrastar os “Vinhos Verdes” com o vinho produzido nas outras regiões portuguesas. Tecnicamente “vinho verde” é uma região e não um tipo de vinho.
Vinho Generoso
Os vinhos generosos ou licorosos resultam da adição de álcool (álcool puro, aguardente ou brandy) e durante o processo de fermentação, de modo a suspender o processo de transformação dos açúcares em álcool. Deste modo, o vinho fica mais doce e alcoólico do que qualquer vinho de mesa. Em Portugal, a produção de generosos corresponde ao Vinho do Porto, Madeira e Moscatel.
No vinho do Porto há uma enorme variedade de cores, uma vez que este vinho é obtido a partir de castas brancas e tintas. Assim, as cores dos tintos podem variar entre o tinto escuro e claro e as cores dos brancos variam entre o branco pálido e o dourado. É curioso notar que à medida que o vinho branco envelhece a sua tonalidade torna-se mais próxima do âmbar. Por outro lado, o vinho tinto vai perdendo intensidade de cor podendo até ficar com tonalidades próximas de um vinho do Porto branco muito velho. Ao nível da doçura, os vinhos do Porto podem classificar-se em muito doce, doce, meio seco ou extra seco (dependendo do momento em que se interrompe a fermentação) e segundo o tipo de envelhecimento podem ser vintage (se forem provenientes de uma única colheita de qualidade reconhecida e engarrafados entre 24 e 36 meses após a vindima), tawny (envelhecimento em casco, por oxidação) ou ruby (vinhos novos com pouca ou nenhuma oxidação).
O vinho da Madeira varia em grau de doçura e graduação alcoólica de acordo com a casta utilizada na sua produção. Os vinhos da casta Sercial são secos, perfumados e de cor clara. A casta Verdelho origina um vinho meio seco, delicado e de cor dourada, enquanto os vinhos da casta Boal têm cor dourada escura e uma textura mais suave. A casta Malvasia produz a variante doce dos Madeira: um vinho com perfume intenso e de cor vermelha acastanhada.
O Moscatel mais famoso é o produzido na zona de Setúbal, obtido a partir das castas Moscatel e Moscatel Roxo. O vinho Moscatel tem cor dourada e a nível aromático distinguem-se odores florais e frutados (laranja e tâmaras). Na região do Douro, particularmente na região de Favaios e Alijó, o Moscatel é produzido a partir da casta Moscatel Galego.
Vinho Espumante
Os vinhos espumantes distinguem-se pela presença de dióxido de carbono proveniente da fermentação secundária, que lhes atribui a típica “bolha” e espuma. Normalmente os vinhos espumantes têm a sua fase final de fermentação em garrafa (método clássico ou champanhês). Existe ainda o método contínuo onde a fermentação se efectua através da passagem do vinho por diferentes tanques (onde o vinho fermenta e envelhece) e o método charmat onde a fermentação se realiza numa cuba fechada. Portugal produz espumante nas variantes branco, tinto e rosé.
Culinária
O vinho é uma bebida popular e muito importante no acompanhamento de vários pratos da culinária mundial, desde a regional, mais simples e tradicional, até as mais sofisticadas e complexas. O vinho é importante na cozinha não apenas por ser uma bebida, mas como um agente que realça os sabores da boa comida.É muito importante que haja uma boa harmonia entre o vinho e a comida. Como regra geral as carnes e massas devem ser acompanhadas por vinhos tintos enquanto os peixes e frutos do mar ficam melhores com os vinhos brancos. Porém isso nem sempre é verdade. O que se deve levar em consideração ao escolher o vinho é a qualidade e o sabor dos ingredientes do prato que se vai degustar. Um alimento feito à base de temperos fortes, seja carne ou peixe, deve ser acompanhado com um vinho igualmente encorpado enquanto um prato mais leve merece um vinho leve. Essa boa combinação entre o prato e o vinho chama-se "harmonização".
